quinta-feira, 26 de julho de 2012

Os professores “estão fazendo história”


Enquanto alguns veículos de comunicação apostam e alardeiam sobre um racha interno no movimento grevista, o mestre em família pela Ucsal, líder espírita  e fundador da Cidade da Luz, José Medrado, prefere destacar a garra e ousadia dos professores que resistem  bravamente e que segundo ele, “estão fazendo história” servindo de exemplo e modelo para outras classes de trabalhadores em todo o país.

Leia o artigo “Greve e Valentia” publicado na edição impressa do Jornal A Tarde, desta quarta-feira, 25 de julho, na página A3 – Opinião.




sexta-feira, 20 de julho de 2012

A greve dos professores conquista destaque no Jornal Nacional

Ao completar 100 dias a greve da rede estadual de ensino da Bahia conquistou coberta jornalista de um dos maiores e mais respeitado meio de comunicação do Brasil, o Jornal Nacional, quando o professor Rui Oliveira declara que não deseja prejudicar os estudantes e que o comprometimento do ano letivo é de inteira responsabilidade do governo do Estado.


Atendimento departamento Jurídico

Dr. Iruman Ramos Contreiras atendeu na sede da APLB Sindicato Delegacia Cacau Sul - Camacã - BA, nesta quinta-feira dia 19 de julho, das 09h às 17h30 a diversos filiados:


  • Olga Aparecida. FGTS
  • Janildo Oliveira, Coordenado do Núcleo de Arataca;
  • Junildes Chaves FGTS
  • Silvia Marina, FGTS.
  • Sofia Noelia FGTS
  • Sirlene Santana FGTS
  • Mariene Januaria dos Santos
  • Fátima Cruz  FGTS
  • Isabel Cristina FGTS
  • Sonia Alves Badaró de Araújo FGTS
  • Renato Araújo FGTS
  • Marinalva Ferreira - FGTS
  • Jocelia - FGTS
  • Joseilza - Semente Viva
  • Creusa Maria  da Silva Souza FGTS

Departamento Jurídico Informa

O departamento jurídico informa que para os filiados. A APLB - Sindicato, Delegacia Cacau Sul, conquistou uma redução no valor percentual dos honorários do advogado, equivalente a aproximadamente 50%. Agora quem for dar entrada em processo com o Dr. Iruman Contreiras a taxa está entre 12,5 e 15%.

ATA Nº 04 REUNIÃO CONJUNTA APLB - Sindicato de quarta-feira, 04 de Julho

Em, 04 de Julho, reuniu-se com as gestoras do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) - Camacã, além da presidente do Conselho Municipal de Educação e do Conselho Fiscal do FUNDEB, para discutir as condições de pagamento do repasse de 22,22%, devido de Janeiro a maio, através do uso do ajuste 2011, de 30/04/2012, no valor de R$ 798.380,67.


Leia a ata completa da reunião.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O COORDENADOR DA APLB, PROFESSOR RUI, FAZ UM BALANÇO DA GREVE

Enfrentando uma guerra sem escalas, com ataques desferidos de todos os lados, o coordenador-geral da APLB-Sindicato, professor Rui Oliveira, mantém a serenidade, entende que a luta é pelos direitos da categoria – e direito ninguém deve perder – baseados em leis federais.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Professores da Rede Estadual de Camacã: ASSEMBLEIA NESTA QUARTA-FEIRA!

Professores de Camacã vamos se reunir quarta-feira às 19:00 na APLB Sindicato Delegacia Cacau Sul, localizada a Praça Mário Batista, 108.


Comando de Greve Estadual.

sábado, 14 de julho de 2012

TV APLB: Proposta do governo não agrada e professores decidem continuar a greve




Os professores da Rede Estadual decidiram, nesta sexta-feira (13), em assembleia, manter a greve. A categoria rejeitou a proposta apresentada pelo governo na negociação intermediada pelo Ministério Público.
Os trabalhadores em educação, em greve há 94 dias, vão se reunir na próxima segunda-feira (16) para preparar uma contraproposta.


Fonte: TV APLB.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Nota Informativa


Camacã-BA, 12/07/2012, a APLB - Sindicato Delegacia Cacau Sul,  informa que na quarta-feira, 04 de Julho, reuniu-se com as gestoras do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) - Camacã, além da presidente do Conselho Municipal de Educação e do Conselho Fiscal do FUNDEB, para discutir as condições de pagamento do repasse de 22,22%, devido de Janeiro a maio, através do uso do ajuste 2011, de 30/04/2012, no valor de R$ 798.380,67. Após a prefeita alegar que com essa verba não pode cumprir com o pagamento desse retroativo, pois teria sido com esse valor que ela garantiu o pagamento do piso a partir de Junho, ficou acordado que faremos um estudo das condições reais de pagamento. A prefeita Ângela Castro, reafirmou seu compromisso com a categoria em pagar esse retroativo, que assim o fará logo que tenha condições. Já está sendo feito os levantamentos de informações e documentos necessários para o estudo das condições.

Informa ainda que o Sindicato está buscando diálogo permanente com a Prefeitura de Camacã e que assim que as informações financeiras nos permitir, convocaremos todos para nova assembleia com o objetivo de deliberar a respeito.






Cordialmente

APLB - Sindicato Delegacia Cacau Sul

terça-feira, 10 de julho de 2012

DEP. JURÍDICO ESCLARECE A DECISÃO DA DESEMBARGADORA DEYSE LAGO


Como é de conhecimento de todos, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Reclamação Constitucional nº 13.807, determinou a incompetência do MM. Juízo da 5ª Vara de Fazenda Pública para julgar ações referentes à greve dos servidores do magistério público do Estado da Bahia, determinando a imediata remessa dos autos da ação civil pública que tramitava perante aquele Juízo para o Tribunal de Justiça da Bahia, para que possa ser julgada à luz do que dispõe as Leis 7.701/1988 e 7.783/1989 (Lei de Greve), tudo em conformidade com os acórdãos prolatados pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nos Mandatos de Injunção 670/EP, 708/DF e 712/PA.
O processo foi distribuído para a relatora desembargadora Deyse Lago Ribeiro Coelho, que recebeu a documentação no seu gabinete no dia 05 de julho.
Neste sábado, 7 de julho, a imprensa noticia que a relatora do Tribunal de Justiça concedeu liminar na ação civil pública, novamente declarando a ilegalidade da greve. A APLB ainda não foi intimada dessa decisão e adotará as medidas cabíveis tão logo a decisão seja divulgada e assegurado o seu acesso aos autos do processo.
A APLB-Sindicato não quer crer, porém, que o Tribunal de Justiça da Bahia tenha atropelado a Lei de Greve que prima pela conciliação das partes, mesmo porque até o presente momento não se fez, sequer, uma audiência de mediação para por termo ao conflito coletivo que aflige a sociedade baiana e, especialmente os estudantes e os trabalhadores em educação do Estado da Bahia
A APLB-Sindicato nunca se recusou a negociar. O Governo do Estado da Bahia é que nunca sentou-se à mesa de negociação desde a deflagração da greve, nem mesmo para discutir a manutenção de serviços essenciais (nos termos da Lei nº 7.783/89 – Lei de Greve – artigo 9º, essa é obrigação comum às partes). A única proposta que apresentou foi por meio da Imprensa, ao invés de sentar e dialogar com os representantes da categoria em greve.
O Governo do Estado da Bahia é que desde o início da greve vem adotando medidas absolutamente contrárias ao Direito de Greve:
• Encaminhou à Assembleia Legislativa projetos de lei aprovados em regime de urgência que transforma vencimentos em subsídios, acabando com a carreira do magistério, criando regimes jurídicos distintos para uma só categoria em afronta direta ao texto da Constituição;
Constituição da República
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas.
• Deixou de repassar os valores das mensalidades sindicais dos associados da APLB que, por disposição legal, tinha o dever de fazer, violando duplamente o art. 6º, inc. II, da Lei 7.783/89 (Lei de Greve) e o art. 545, parágrafo único, da CLT que, inclusive, tipifica como criminosa essa conduta;
Lei de Greve – Art. 6º São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos:
II – a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.
CLT – Art. 545 – Os empregadores ficam obrigados a descontar na folha de pagamento dos seus empregados, desde que por eles devidamente autorizados, as contribuições devidas ao Sindicato, quando por este notificados, salvo quanto à contribuição sindical, cujo desconto independe dessas formalidades.
Parágrafo único – O recolhimento à entidade sindical beneficiária do importe descontado deverá ser feito até o décimo dia subseqüente ao do desconto, sob pena de juros de mora no valor de 10% (dez por cento) sobre o montante retido, sem prejuízo da multa prevista no art. 553 e das cominações penais relativas à apropriação indébita.
• Rescindiu o contrato dos trabalhadores sob Regime Especial de Direito Administrativo – REDA e abriu processo administrativo disciplinar contra os trabalhadores em greve, em afronta direta aos artigos 6º, § 2º e 7º, parágrafo único, ambos da Lei 7.783/89 (Lei de Greve), que veda a prática de atos que objetivem constranger os trabalhadores grevistas e impede a rescisão contratual durante a greve;
Lei de Greve
Art. 6º § 2º É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.
Art. 7º, parágrafo único. É vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve, bem como a contratação de trabalhadores substitutos, exceto na ocorrência das hipóteses previstas nos arts. 9º e 14.
• Contratou empresa privada a peso de ouro para ministrar aulas em substituição aos trabalhadores grevistas, também em afronta ao art. 7º. Parágrafo único, da Lei nº 7.783/89 acima transcrito.
A APLB-SINDICATO reitera que o Governo nunca sentou à mesa de negociação para discutir, sequer, a manutenção das atividades essenciais, como determina o artigo 9º da Lei de Greve.
Vale ressaltar que a greve foi deflagrada porque o Governo do Estado da Bahia descumpriu o acordo celebrado com a categoria de conceder reajuste no plano de cargos e salários na forma prevista na Lei Nacional nº 11.738/2008.
Mas o Governo não descumpre, apenas, essa Lei Nacional. Descumpre, também, a Constituição da República que, no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT, determina o percentual mínimo de recursos do FUNDEB que deve ser destinado à remuneração dos professores.
Art. 60, inc. XII do ADCT XII – proporção não inferior a 60% (sessenta por cento) de cada Fundo referido no inciso I do caput deste artigo será destinada ao pagamento dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício.
O Governo do Estado da Bahia precisa divulgar as informações sobre o FUNDEB, já solicitadas pela APLB-Sindicato e comprovar que cumpre as determinações do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
É importante destacar que essa categoria aguerrida luta pela valorização dos profissionais em educação e por melhores condições de trabalho e hoje sofrem na pele, juntamente com as suas famílias, as consequências do movimento. A maior punição aos professores em greve é o não pagamento dos salários há 3 meses. Como sustentar a família, sem receber remuneração? Como honrar os compromissos? A sociedade baiana, sem dúvida, sofre muito com a greve, mas poucos, muito poucos sofrem mais do que os trabalhadores em educação em greve e suas famílias. E ainda assim o movimento pela melhoria das condições de ensino segue firme o seu rumo.
Por tudo isso, reafirmamos que, quem descumpre a Lei de Greve e o ordenamento jurídico não são os professores que, apenas, reclamam por Direito e pedem respeito aos Poderes Públicos.
Outrossim, informamos ainda que não devemos nos pautar por informações veiculadas na mídia e na internet, que possam confundir a categoria. Todas as nossas decisões são tomadas em assembleia, este é o fórum de discussões e deliberações. Nossa próxima assembléia será terça-feira (10/07), às 09 h, em frente à SEC (no CAB).
A GREVE CONTINUA!

domingo, 8 de julho de 2012

ASSEMBLEIA GERAL COM TODOS OS PROFESSORES DE CAMACÃ DA REDE ESTADUAL

Colegas,


Acreditamos que a nossa greve se encontra em fase decisiva! Existem sinais de que o Governo da Bahia já aceita conversar com o Sindicato.  A decisão do TJ na sexta-feira, no final da tarde, determinando a ilegalidade da greve, foi mais uma tentativa de desestabilização da greve. Essa decisão não definiu a greve como ilegal, coube recurso e o sindicato já deu entrada no STF para reverter a decisão pois, a nosso favor está “ a decisão do STF que recolocou o julgamento do mérito para o pleno do TJ-BA, mas o detalhe importante dessa ação é que ele indica no relatório que o julgamento deve acontecer segundo acórdão (jurisprudência já existente). Ou seja, esse julgamento não deve fugir dessa jurisprudência que é favorável ao nosso movimento de greve, pois se trata de decisões favoráveis sobre movimentos de greve em 2007. O STF já demonstrou que está a nosso favor quando derrubou a liminar de ilegalidade da greve” (Esclarecimento do Sindicato). Nesse momento, temos a participação do Ministério Público Federal, que entrou no movimento para fazer mediação. 



Por isso faremos uma reunião na APLB Sindicato Delegacia Cacau Sul, nessa terça-feira dia 10 de julho,  às 20:00 para decidirmos o andamento da greve aqui em Camacã! Contamos com a sua presença!!!

Comando de Greve

terça-feira, 3 de julho de 2012

COMUNICADO

A APLB – Sindicato comunica a todos os filiados que seguindo a determinação da Assembleia Geral Ordinária,  enviamos ofício a Exmª. prefeita Srª Maria Ângela Cardoso da Silva Castro e a Ilmª. Secretária de Educação Srª. Ilce Tourinho da Silva, mais uma vez solicitando reunião para tratar do pagamento retroativo à janeiro dos 22,22%, percentual de repasse para o ano de 2012,   pleteiada nos ofícios 042/2012 (14-06-2012), 046/2012 (22-06-2012) e 048/2012 (28-06-2012) e  reiterada hoje pelo ofício 051/2012.
Nesse comunicado também temos a felicidade de informar a todos que já recebemos resposta da gestora, a reunião ficou marcada para o dia 04 de julho de 2012, quarta-feira, às 09:00h na Prefeitura Municipal de Camacã.
Agradecemos a todos que participaram da assembleia, pois sabemos que foi a força de nossa participação que garantiu o agendamento dessa tão esperada reunião. 
“Garantidas a vida e a saúde de uma pessoa, a educação representa o bem mais valioso da existência humana, porquanto confere a possibilidade de influir para que os demais direitos se materializem e prevaleçam. Somente reivindica aquele que conhece, que tem informação, saber, instrução, e, portanto, cria e domina meios capazes de levar transformações à sua própria vida e história.”
Paulo Afonso Garrido de Paula


Assembleia Geral Ordinária

Os slides e os vídeos mensagens da Assembleia de Hoje, dia 03 de julho de 2012, estão disponíveis no Email coletivo: 


professores@aplbcamacan.com.br, quem quiser acessar pode ficar à vontade.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Convocação para Assembleia Geral Ordinária


A APLB Sindicato Delegacia Cacau Sul convoca todos os filiados para uma Assembleia Geral Ordinária que será realizada no dia 03 de Julho do corrente ano às 10:00h na Câmara de Vereadores com a seguinte pauta:

  • Leitura da ata anterior;
  • Apresentação Plano de Ação 2012;
  • Negociação sobre o pagamento do reajuste retroativo a Janeiro;
  • Discussão sobre o pagamento parcial das aulas no Recesso Junino;
  • Andamento dos processos FGTS e diversos;
  • O que ocorrer.

Jaques Wagner acostumado com as vaias.


Jaques Wagner, o chefe do Executivo baiano, seguiu o cortejo de comemoração ao Dois de Julho, em Salvador, cercado por três cordões compostos por seguranças e Policiais Militares. O esquema de segurança montado não impede as vaias e protestos de manifestantes, não só de professores, alunos e pais de alunos presentes, mas de toda a comunidade e assim a sua comitiva caminha em meio intensos protestos por todo o percurso até o Terreiro de Jesus, nas comemorações à independência da Bahia. Esse evento serve para medir a popularidades dos políticos na Bahia.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

DEP. JURÍDICO INFORMA: STF PROMULGA SENTENÇA A FAVOR DOS PROFESSORES. PROCESSO VOLTA PARA O TJ-BA

O DEPARTAMENTO JURÍDICO DA APLB SINDICATO INFORMA:



A APLB-Sindicato vem a público prestar os seguintes esclarecimentos sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal julgou parcialmente procedente a RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL nº 13.807 e reconheceu a incompetência absoluta do MM. Juízo da 5ª Vara de Fazenda Pública do Estado da Bahia para decidir sobre a ilegalidade da greve, determinando a remessa dos autos imediatamente para o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.
Por consequência dessa decisão do STF, todas as decisões proferidas pelo MM. Juízo da 5ª Vara de Fazenda Pública do Estado da Bahia não mais subsistem e, logo, não há qualquer declaração de ilegalidade da greve. De igual sorte, a multa aplicada ao APLB -Sindicato pelo MM. Juízo da 5ª Vara de Fazenda Pública também foi extinta.
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal em comento também caiu a decisão do MM. Juízo da 5ª Vara de Fazenda Pública, publicada no Diário do Poder Judiciário que circulou hoje, dia 28 de junho de 2012, determinando o bloqueio de créditos da APLB.
Outro corolário lógico da decisão do Supremo Tribunal Federal, que, porém, ainda depende de revogação/anulação da Portaria nº 5.942/2012 divulgada no Diário Oficial de hoje, dia 28 de junho de 2012 pelo próprio Governador do Estado ou pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, é a nulidade da demissão de servidores em greve que tinham contrato sob o Regime Especial de Direito Administrativo – REDA. Isso porque, na forma do devido processo legal que regula o direito de greve (art. 7º, parágrafo único, da Lei 7.783/89, que o STF determinou fosse observada pelo Tribunal de Justiça da Bahia) é vedada a demissão de trabalhadores durante o período de greve e a contratação de substitutos:
Art. 7º, parágrafo único, da Lei nº 7.783/89. É vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve, bem como a contratação de trabalhadores substitutos, exceto na ocorrência das hipóteses previstas nos arts. 9º e 14.
Outro ponto a ser explicado  é que a decisão do Supremo Tribunal Federal apesar de não determinar o pagamento dos dias paralisados, deixa aberto o caminho para que outras instâncias do Poder Judiciário assim venham a decidir. O Governo do Estado da Bahia obteve decisão liminar da Presidência do Superior Tribunal de Justiça sob a alegação principal de existência de decisão judicial declarando a ilegalidade da greve. Como tal decisão não mais subsiste é possível que o STJ venha cassar a suspensão de segurança deferida. É necessário, porém, uma nova decisão cassando a suspensão de segurança deferida pela Presidência do Superior Tribunal de Justiça ou então acórdão definitivo do Tribunal de Justiça da Bahia determinando o pagamento dos dias paralisados.
Alerta-se, todavia, que o que o Supremo Tribunal Federal reconheceu foi o mínimoem um Estado Democráticode Direito, que é a observância do devido processo legal e que já devia ter sido observado desde o início da greve.
Não se pode fechar os olhos para o drama que vive as famílias dos professores paralisados há tanto tempo sem o recebimento de salários. Os prejuízos, sem dúvida, são maiores para essas famílias, algumas que passam por privações na luta por uma melhor educação no Estado da Bahia.
A APLB-Sindicato, embora tenha penado nestes últimos 80 dias sem obter pronunciamento de questões fundamentais nos recursos interpostos perante o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, necessitando apelar para o Supremo Tribunal Federal para ver reconhecido o seu direito ao devido processo legal, não perdeu a crença no Poder Judiciário baiano, o qual, nesse período, reconheceu o direito ao pagamento dos dias paralisados em decisão posteriormente cassada pelo Superior Tribunal de Justiça.
Neste momento crucial, confia que o Tribunal de Justiça atuará na forma prevista na legislação de greve, viabilizando a negociação entre as partes e, exercendo o poder com a costumeira prudência, mas com a celeridade que especialmente as demandas coletivas de greve reclamam para que se alcance a paz social.
QUANTO AO MANDADO DE SEGURANÇA SOBRE O CORTE DE SALARIO,  informamos que foi juntado petição ao processo, dando ciência da decisão do STF e pedindo o pagamento dos salários em julgamento definitivo.
QUANTO ÀS/AOS PROFESSORAS/ES EM ESTÁGIO PROBATÓRIO, REDA e PST, JÁ ESTAMOS ADOTANDO AS MEDIDAS CABÍVEIS.
Estamos também acionando o Ministério Público para que se posicione sobre a situação  impostas pelo governo para desmobilizar a greve.

A GREVE DOS PROFESSORES ESTÁ NA LEGALIDADE, DIZ O STF

O Supremo Tribunal Federal caçou a liminar do Tribunal de Justiça da Bahia nesta quinta-feira dia 28, que completa 80 dias nesta sexta-fera. O Ministro  Ricardo Lewandowski, emitu parecer favorável parcialmente aos professores colocando a greve na legalidade.
"(...) Isso posto, julgo parcialmente procedente o pedido formulado nesta reclamação, nos termos do art. 161, parágrafo único, do RISTF, apenas para cassar in totum a decisão ora impugnada, proferida, em 13/4/2012, na Ação Civil Pública 0329637-85.2012.8.05.0001, e determinar sua imediata remessa ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, onde deverá ser originariamente processada e julgada à luz do que contido nas Leis 7.701/1988 e 7.783/1989, tudo em conformidade com os acórdãos prolatados pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção 670/ES, 708/DF e 712/PA. Julgo prejudicado o exame do pedido de medida liminar."
Assim o processo volta ao Tribunal de Justiça da Bahia para julgamento do mérito.
Foto dos professores em Itaberaba: Jornal da Chapada

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A APLB SINDICATO INSISTE EM REUNIÃO COM A GESTORA.

A APLB-Sindicato Delegacia Cacau Sul, está na terceira tentativa de reunir-se com a gestora para discutir o ajuste do FUNDEB de 2011, que chegou na conta da prefeitura depois do acerto que concedeu 22,22% para os professores a partir de junho, inclusive ainda não foi pago, apesar de está em recesso desde o início da semana, causando um grande paradeiro no comércio local, seria a semana que o professor poderia usar os seus salários comprando tranquilamente no comércio, não aconteceu por falta do pagamento antes do recesso como costumeiramente era feito nos anos anteriores.

Oficio 042 de 2012, enviado e recebido em 14 de junho de 2012.
Oficio 042 de 2012
Como a reunião solicitada de 19 de junho não aconteceu, então foi enviado outro ofício 046 de 2012 com data de 22 de junho de 2012 e recebido em 25 de junho de 2012.
ofício 046 de 2012

A APLB Sindicato, Delegacia Cacau Sul, se colocou a disposição através do oficio 048 de 2012, ressaltou:
É com satisfação que acusamos recebimento do ofício nº 103/2012 que confirma a possibilidade de reunião, entretanto, não consta no referido ofício, agendamento com data para tal. Salientamos a importância de uma reunião com as entidades acima citadas conforme justificada em ofícios 042/2012 e 046/2012, em razão das constantes reivindicações dos professores para esclarecimentos sobre as negociações do retroativo e pagamento parcial dos dias letivos resultantes da greve, constante no novo calendário, nos colocamos a inteira disposição para essa reunião até dia 02 julho (inclusive sem a preocupação com sábado, domingo ou feriado) dada a importância da mesma.

Professores esperam audiência com a prefeita

Direitos não se descartas, pensando assim a diretoria da APLB Sindicato - Delegacia de Cacau Sul, enviou outro ofício a prefeita Ângela Castro e Secretária de Educaçäo Ilce Tourinho, solicitando audiência para discutir o retroativo do janeiro a maio.
Considerando o novo momento financeiro da gestão municipal no que se refere ao FUNDEB e acreditando na seriedade e credibilidade do acordo feito com essa gestão, propõe discussão sobre os encaminhamentos e formas de pagamento dos valores devidos referentes ao retroativo dos meses de Janeiro a Maio em consonância com a legislação federal Lei 11.738/08 (Lei do Piso) que fixa claramente a data base para atualização em Janeiro em seu Art. 5º diz “O piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado, anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009.”

 

Greve Estadual: nota paga pela APLB


Nota paga pela APLB veiculada em veículos de comunicação explicando sobre os motivos da greve.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Governador é vaiado em Cachoeira


26 DE JUNHO DE 2012.

O governador Jaques Wagner foi vaiado, nesta segunda-feira (25), em Cachoeira, ao chegar à Igreja do Convento do Carmo para assistir a um concerto da Camerata da Orquestra Sinfônica da Bahia, evento que fez parte da cerimônia de transferência simbólica da sede do governo baiano para o município, em homenagem à cidade pela participação nas lutas pela independência da Bahia.
Aos gritos de “Governador ordinário não deu o piso e cortou o meu salário”, os professores  protestaram contra a decisão do governo da Bahia de não respeitar o piso previsto em acordo assinado com a APLB-Sindicato.






Carta aos Estudantes do 3º ano da Bahia

Esclarecimento sobre as aulas

APLB - Sindicato informa em uma carta aberta dirigida aos estudantes do 3º ano esclarecimentos sobre a situação das aulas que estão sendo ministradas neste momento.


Leia na íntegra o documento no site 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Professores decidem continuar a greve

Os professores da rede estadual decidiram Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira de junho continuar a greve. O movimento já dura 70 dias.
Durante a assembleia, foi respeitado um minuto de silencio em homenagem aos 8 professoras mortas recentemente.
Uma nova assembleia para discutir os rumos do movimento está marcada para a próxima terça-feira (26.06).
Na quinta-feira (21.06), todos os trabalhadores vão se encontrar no campo grande e depois vao sair em passeata pelas ruas do centro de Salvador.

Em Salvador, professores do Reda rejeitam proposta de aulas para o 3° ano

Governo da Bahia quer usar faz de conta para iludir a população sobre a volta às aulas.
Veja o vídeo de ATarde on Line


terça-feira, 19 de junho de 2012

Servidoras terão 6 meses de licença maternidade em Camacã


A Prefeita Ângela Castro sancionou na última quinta-feira a Lei Nº 706, de 14 de junho de 2012, que prorroga o prazo de licença maternidade das servidora públicas do município de Camacã.  A nova lei estende por mais 2 meses a licença, passando de 4 para nove meses.
O direito à prorrogação é assegurado através de um requerimento realizado até o final do primeiro mês após o parto e concedida imediatamente após o usufruto da licença-maternidade.
Durante o período de prorrogação da licença maternidade, a servidora terá direito à sua remuneração integral, nas mesmas condições do salário-maternidade pago pela Previdência Social.
Neste período, se a servidora exercer qualquer atividade remunerada ou se a criança for mantida em creche ou organização similar, ela perderá o direito à prorrogação e será convocada a retornar às suas atividades normais.
Benefícios para a criança - Enquanto mulher, a Prefeita Ângela Castro reconhece que a extensão da licença maternidade não é configurado como um benefício à mãe, mas ao desenvolvimento do bebê. A iniciativa contribui ao atendimento dos parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, que recomenda o aleitamento materno por no mínimo seis meses e, consequentemente, reduz os riscos de mortalidade infantil e ajuda na prevenção de doenças.

REDE ESTADUAL: Professores decidem continuar a greve.

Publicado em 19/06/2012 por 
Os professores da rede estadual decidiram Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira de junho continuar a greve. O movimento já dura 70 dias. 

Durante a assembleia, foi respeitado um minuto de silencio em homenagem aos 8 professoras mortas recentemente. 

Uma nova assembleia para discutir os rumos do movimento está marcada para a próxima terça-feira (26.06).

Na quinta-feira (21.06), todos os trabalhadores vão se encontrar no campo grande e depois vao sair em passeata pelas ruas do centro de Salvador.

A prefeita não recebe sindicalistas e conselheiros

A reunião solicitada pela APLB-Sindicato Delegacia Cacau Sul com a Exma. Srª Maria Ângela Cardoso da Silva Castro, Prefeita do Município de Camacã, a Srª Ilce Tourinho da Silva, Secretária de Educação do Município de Camacã, ainda não aconteceu devido a incompatibilidade de agenda, mas estamos atentos para remarcarmos para um futuro próximo.

O Gabinete da Prefeita nem ao menos se dignificou a notificar a APLB sobre a impossibilidade de horário, oferecendo outra alternativa.

sábado, 16 de junho de 2012

NOTA EXPLICATIVA


Porque os Professores da Rede Estadual estão em greve?

1. Porque os profissionais mantiveram uma luta de mais de 04 anos com paralisações nacional para aprovação de lei que garantisse o piso (mínimo) nacional para o Magistério.

2. A lei do piso nacional foi aprovada em 2008 e passou a vigorar em 2009.

3. No ano de 2011 foi aprovado acordo (11/2011) entre os secretários do governo da Bahia e a APLB-Sindicato para a aplicação do percentual aprovado em Brasília sobre o salário base de 2012, extensivo a todos os servidores do magistério a partir do mês de janeiro.

4. Após o anuncio pelo Governo Federal que o percentual sobre o salário base de 2012 seria de 22,22% o governo passa a negar a existência do referido acordo e desenvolve várias medidas para pressionar e coibir a reivindicação dos servidores para que o acordo e a lei federal fossem cumpridos.

5. Para justificar a sua posição, o governo informa na Tv e jornais que a media salarial dos professores é em torno de R$ 3.460,00, sem explicar que cada professor tem o salário base acrescentado os avanços e vantagens conquistados por tempo de serviço e formação continuada. Ou seja, não é uma regra aplicada a maioria dos servidores.

6. Em tese o governo propõe chegar aos 20,5% de reajuste somando os 6,5% repassados em janeiro a todos os servidores do Estado, acrescentando 7% em novembro/2012 e os outros 7% em abril de 2013, mediante participação em cursos e antecipando os percentuais que seriam reajustados nos anos de 2013 e 2014. Estes percentuais não serão repassados para os aposentados e quem estiver em estágio probatório. Trata-se, portanto, de congelamento de salários e reajustes nos próximos dois anos.

7. O sindicato dos professores sempre se colocou à disposição para negociar com governo e este reagiu de forma a não reconhecer a legalidade da greve, cortou os salários e o acesso ao credicesta dos professores, atingindo servidores efetivos em greve, contratados que não estavam em greve e até os aposentados.

8. Outra ação do governo foi aprovar na assembleia legislativa projeto que retira do quadro do magistério os professores de nível médio, aposentados e com licenciatura curta, transformando seus salários e vantagens em subsídios, consecutivamente retirando-lhes as possibilidades de serem contemplados com os ganhos salariais a serem atribuídos aos profissionais efetivos e com nível superior. Iriam para folha suplementar no quadro do Magistério.

9. Por último, o Governo ameaçou os contratados fazendo com que as escolas façam um horário especial só com suas cargas-horárias, pressiona a direção das unidades para que se sintam obrigadas a convocar alunos, pais e professores temporários e deem o reinicio das aulas, contratando mais professores temporários (sem formação adequada) para preencher as vagas abertas nas aulas do Terceiro Ano de Formação Geral.

10. Em uma situação como estas, professores da Rede Estadual de Educação na Bahia estão lutando por algo que vai muito além da questão salarial; é uma luta pelo efetivo cumprimento dos discursos de reconhecimento e valorização dos Professores, da importância social que tem o seu trabalho e a dignidade humana e profissional de quem tem o poder de fazer o saber social ser construído e repassado através de gerações.

Você também é importante nesta luta. Comprometa-se!

Comissão de Mobilização da APLB-Sindicato/Delegacia Regional Cacau Sul.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Solicitação de reunião com autoridades


A APLB-Sindicato Delegacia Cacau Sul solicitou reunião com a Exma.  Srª Maria Ângela Cardoso da Silva Castro, Prefeita do Município de Camacã, a Srª Ilce Tourinho da Silva, Secretária de Educação do Município de Camacã e representantes das entidades: Gestão Municipal do FUNDEB, Conselho Fiscal do FUNDEB e Conselho Municipal de Educação, para discutir o devido pagamento do retroativo a janeiro de 2012, visto que houve repasse do MEC referente a ajuste de 2011, em 30 de abril.

Justificativa. Acatando decisão da categoria em assembleia geral extraordinária no dia 28 de março de 2012, que deu fim ao estado de greve, que reivindicava o pagamento do repasse no percentual de 22,22%, como determina a Lei Federal 11.738, de 16 de julho de 2008, motivada pela argumentação da gestão, que no momento alegava impossibilidade de garantir o pagamento dos salários cumprindo esse percentual a partir de janeiro de 2012 e preocupados com a possibilidade de demissão de contratados, redução de carga horária e fechamento de escolas como anunciado em nota da secretaria de educação, a categoria aceitou dessa forma, pagamento a partir do mês de junho sendo que, assim que fosse creditada qualquer verba extra à conta da prefeitura municipal de Camacan (FUNDEB), faria o devido pagamento da diferença respeitando o direito e a retroatividade a janeiro de 2012.

Vivemos um novo momento financeiro na gestão municipal, considerando que houve repasse de ajuste 2011, no montante de R$ 798.380,67 em 30 de abril de 2012 e esse sindicato, bem como toda a categoria, acreditando no bom senso e credibilidade do acordo feito com essa gestão propõe discussão sobre os encaminhamentos e formas de pagamento dos valores devidos.