quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Rede Estadual: Análise da Medida Provisória nº 746, que trata da Reforma do Ensino Médio

A CNTE espera suspender nos próximos dias a eficácia da Medida Provisória, possibilitando a abertura de um debate amplo e democrático com a sociedade a respeito do tema.




*Texto atualizado em 26/09/16, após a constatação de que o MEC manterá excluídas as disciplinas de artes, educação física, filosofia e sociologia do currículo do ensino médio.

Em 22 de setembro de 2016, em ato solene no Palácio do Planalto, o presidente golpista Michel Temer e o ministro da Educação igualmente golpista Mendonça Filho apresentaram o conteúdo da Medida Provisória nº 746, de 22/09/16, que visa reformular o formato e o conteúdo pedagógico da etapa escolar do ensino médio.

Primeiramente, é preciso destacar o expediente antidemocrático usado pelo governo golpista para tratar de um tema de tamanha relevância social. A medida provisória, que tem força de lei na data de sua publicação e prazo de até 120 dias para aprovação no Congresso, não se encaixa nas condições legais, jurídicas ou morais para esse tema de imensa importância para a vida de milhões de pessoas das atuais e futuras gerações. Na verdade, ela apenas escancara o desejo do atual governo em limitar o acesso da população e das entidades educacionais sobre as decisões em torno da reforma do ensino médio, e a CNTE tomará providências jurídicas para suspender seus efeitos no Supremo Tribunal Federal, o mais brevemente possível.

Sobre o conteúdo, a reforma do MEC tem um objetivo central – reduzir a aprendizagem dos estudantes aos ditames do mercado e fomentar a privatização das escolas e a terceirização de seus profissionais.

Com relação ao currículo, a reforma empobrece o ensino médio retirando as disciplinas de artes, educação física, sociologia e filosofia. E por mais que o governo diga que essas disciplinas comporão a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), fato é que os sistemas de ensino, encarregados em implementar a base, poderão ou não inclui-las em seus currículos do ensino médio, uma vez que a LDB não os obrigará e o orçamento público ficará mais enxuto sem a contratação de professores para essas áreas. Trata-se, portanto, de economia sobre a formação dos jovens brasileiros.

A MP 746 traz de volta a dicotomia entre formação geral humanística e a profissional – lançada pelo Governo FHC com o Decreto 2.208/97 –, mas vai além ao propor também a separação entre a base comum nacional e as áreas de ênfases do conhecimento: linguagens, matemática, ciências humanas e naturais e ensino técnico profissional.

Neste sentido, a MP rompe com as diretrizes curriculares nacionais do ensino médio e da educação técnica profissional, que defendem a integração dos currículos escolares, sem distinção de blocos de modo a privilegiar a “interdisciplinaridade ou outras formas de interação e articulação entre diferentes campos de saberes específicos”. O parágrafo 2º do art. 8º da Resolução CNE/CEB 2/2012 é taxativo ao dizer que “a organização por áreas de conhecimento não dilui nem exclui componentes curriculares com especificidades e saberes próprios construídos e sistematizados, mas implica no fortalecimento das relações entre eles e a sua contextualização para apreensão e intervenção na realidade, requerendo planejamento e execução conjugados e cooperativos dos seus professores”.

Contudo, a petulância dos arautos do déspota golpista foi além. Tratou de revogar tacitamente as mencionadas resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE), repassando ao MEC, por meio do § 2º do art. 36 (versão da MP), o poder supremo para emanar as diretrizes que devem pautar a construção dos “projetos de vida” dos estudantes e sua “formação sob os aspectos cognitivo e socioemocionais” – veja a carga individualista e limitadora que se pretende lançar sobre os currículos do ensino médio!

Ainda sobre o currículo, e não obstante o problema da dicotomia imposta na MP, é de se imaginar como os sistemas estaduais – que visitam constantemente o MEC com “pires na mão” – conseguirão implementar as áreas de conhecimentos específicos com a qualidade pretendida pelos estudantes, pais, trabalhadores em educação e sociedade em geral. Talvez por isso a MP tenha sido generosa (ou astuta!) em autorizar aos sistemas de ensino a implementação de uma, e só se possível mais de uma área com ênfase em conhecimentos específicos. Muitos estudantes certamente ficarão sem cursar suas áreas de preferência na escola pública, pois os sistemas de ensino não serão obrigados a oferecerem as cinco áreas de aprofundamento. E como ficarão os jovens nesta situação? Terão que pagar escola privada? Receberão vouchers dos governos?

Outra intenção da reforma é reduzir o conhecimento obrigatório dos estudantes do ensino médio público à língua portuguesa e à matemática – únicas disciplinas a serem ministradas obrigatoriamente nos três anos do ensino médio –, a fim de melhorar as notas nos testes estandardizados (nacionais e internacionais) e de quebra fomentar a formação de mão de obra barata e despolitização dos sujeitos (mesmo objetivo da reforma educacional de 1990, porém à época o foco era o ensino fundamental). A desproporcionalidade entre a formação geral e os conhecimentos específicos – podendo a primeira nem atingir 1/3 (um terço) do currículo geral, caso a jornada do ensino médio chegue a 4.200 horas (ou 7 horas diárias em 200 dias letivos) – reforça a concepção alienadora da formação da juventude.
No contexto geral, a reforma do ensino médio se mostra estreitamente alinhada com outras iniciativas retrógradas do governo golpista, a exemplo da Lei da Mordaça, da PEC 241, que limitará as despesas da União em áreas sociais – inclusive na educação –, da privatização das escolas e da terceirização dos profissionais da educação por meio de OSs (e a MP prevê contratar professores por notório saber, sem concurso público), da reforma da previdência e da flexibilização e redução de direitos trabalhistas, comprometendo, portanto, não só os estudantes, mas também os trabalhadores em educação. Ela se insere num projeto político pensado pelas elites para consolidar o poder que perderam por mais de uma década e que não podem correr o risco de perdê-lo novamente. E para isso é preciso investir na alienação política e na instrumentalização superficial da grande massa de jovens que frequenta a escola pública (85% das matrículas do ensino médio são da escola pública).

Com relação a expansão da carga horária, a reforma prevê instituir política (mas na verdade é programa) de repasse de recursos da União diretamente às escolas que implementarem o currículo mínimo e o ensino de tempo integral. Mas nesse ponto há um blefe, pois não existe garantias de que os recursos seguirão de fato para as escolas, tampouco em que quantidade. O § 2º do art. 6º da MP é claro: “A transferência de recursos será realizada anualmente, a partir de valor único por aluno, respeitada a disponibilidade orçamentária para atendimento, a ser definida por ato do Ministro de Estado da Educação.” (grifo nosso)

Extraoficialmente, foi divulgado que até 2018 serão repassados R$ 1,5 bilhão na forma de estímulo aos estados, o que representa menos de 10% da complementação da União ao Fundeb neste ano de 2016 – ou seja, muito pouco dinheiro! Com essa quantia pretende-se atender até 500 mil estudantes em tempo integral, sendo que o investimento per capita por aluno será de R$ 3.000,00, abaixo do praticado em 2016 no Fundeb (R$ 3.561,74).

A privatização e a terceirização das escolas se mostram claras na MP. Primeiro, cria-se mais um segmento profissional (sem necessidade de habilitação) dentro da categoria dos trabalhadores em educação (art. 61 da LDB). Para a contratação desses profissionais bastaria a comprovação de “notório saber”, o que reforça a afronta a um dos princípios da qualidade da educação já mitigado pela Lei das Organizações Sociais. Depois admite-se o repasse de parte da ajuda federal aos estados para pagamento de bolsas de estudo na rede privada. E por último, ao limitar a “ajuda” da União aos estados em no máximo 4 anos – depois disso os entes estaduais terão que arcar com as despesas integrais das “novas escolas” –, abre-se caminho para as parcerias público-privadas sobretudo pela via já pavimentada das OSs.

A MP não se refere ao ensino noturno ou à regulamentação do CAQi e CAQ, como forma de equalizar as condições de acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes do ensino médio. Também não aborda outras questões indispensáveis à qualidade, a exemplo da limitação do número de estudantes por sala de aula, do acesso prioritário dos jovens de baixa renda no ensino de tempo integral, da formação e valorização dos profissionais da educação, dentre outras.

A CNTE espera suspender nos próximos dias a eficácia da Medida Provisória, possibilitando a abertura de um debate amplo e democrático com a sociedade a respeito do tema.

Confira a análise completa da CNTE aqui.

Confira a MP na íntegra aqui.

Fonte: Portal da CNTE

A Professora Marlei fala sobre o PL 257 e a PEC 241



Dois projetos de lei tramitam no congresso federal e ameaçam os direitos dos(as) servidores(as) públicos(as)

Teto dos gastos

Segundo Maia, a expectativa é votar em Plenário na próxima segunda-feira (10), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição 241/16, que limita o crescimento dos gastos públicos à variação da inflação.

Fonte: Câmara dos Deputados



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Alerta à sociedade: PEC 241/2016



Alerta à sociedade: PEC 241/2016 retira direitos da sociedade brasileira na educação, conforme explica Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

EDITAL DE CONVOCAÇÃO Para Assembléia 22 de setembro de 2016

EDITAL DE CONVOCAÇÃO
A APLB – Sindicato dos trabalhadores em Educação, entidade representativa dos profissionais em educação, convoca todos os profissionais da Educação Básica (professores e funcionários) da rede municipal de Camacã para a Assembleia extraordinária, que acontecerá no dia e local especificado abaixo com a seguinte pauta:
1.    APRESENTAÇÃO DA ORDEM DO DIA - (PAUTA DA REUNIÃO):
I.             Compra do mobiliário para auditório;
II.            Inauguração do auditório da APLB;
III.          Festa dos profissionais da Educação dia 15 ou 28 de outubro;
IV.          Informações sobre o PLP 257 – Limite dos planos de carreira, A PEC 241 – Congela o Piso do Magistério, O PL 4567 Desvincula os Royalties do Petróleo para Educação, Reforma da Previdência – acaba com a aposentadoria Especial e Lei da Mordaça e
V.           O que ocorrer.
DATA, HORA E LOCAL:

Data:
22/09/2016
Horário:
As 09h00min.
Local:
Câmara de Vereadores.

Camacã - BA, 14 de setembro de 2016.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Rede Estadual: Paralisação Nacional na quinta (22). Concentração no Campo Grande, às 15h, seguida de caminhada

Paralisação Nacional, na quinta-feira, 22 de setembro. Concentração às 15h, no Campo Grande, seguida de caminhada. Em defesa da Lei do Piso Nacional do Magistério e contra os projetos de lei que estão em tramitação no Congresso Nacional, como o PLP 257, que limita Planos de Carreira; a PEC 241, que congela o Piso do Magistério; o PL 4567, que desvincula os Royaltes do Petróleo para a Educação; a Reforma da Previdência e a Lei da Mordaça. Concentração no Campo Grande, às 15h, seguida de caminhada. Juntos podemos mais!
“A APLB-Sindicato, junto com a CTB e as demais centrais sindicais, permanecerá na luta incansavelmente para barrar o retrocesso de direitos, consequentes desses projetos nocivos atualmente em tramitação no congresso Nacional. Permanecemos firmes, na  defesa da valorização dos trabalhadores públicos, por serviço público de qualidade para nossa população.” Professora Marilene Betros, coordenadora-geral em exercício da APLB-Sindicato
“A CTB encabeçou a construção do Movimento Nacional em Defesa do Serviço Público, constituído por centrais sindicais e confederações, entre elas a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB). A Jornada Nacional de Lutas, ocorre de hoje, dia 12,  até 15 de setembro, em Brasília, com o intuito de envolver trabalhadores públicos e privados do Brasil, bem como dialogar com a sociedade acerca das ameaças impostas pela agenda neoliberal do novo governo. Em campanha no Congresso, a Central obteve o apoio de parlamentares, entre eles, o senador Paulo Paim (PT-RS) e a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), para a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, que será lançada nesta terça-feira (13), às 14h, no Senado”, informa a professora Marilene Betros, coordenadora-geral em exercício da APLB-Sindicato.
Servidores públicos das três esferas de poder estão mobilizados contra uma série de projetos em tramitação no Congresso Nacional que promove o desmonte do serviço público no Brasil e retira direitos dos trabalhadores da área. O funcionalismo público está em crise com as medidas colocadas em pauta pelo governo Michel Temer, que pretende pagar a conta da crise sacrificando o trabalhador. Em defesa dos servidores públicos, a CTB se uniu à categoria e desde então vem realizando atividades nos municípios, estados e Distrito Federal, com o objetivo de conscientizar e mobilizar a classe para combater projetos de lei que retiram direitos trabalhistas e sociais, penalizando os trabalhadores e os serviços prestados à população.
Outras centrais, entre elas, a NCST; UGT; CUT; Força Sindical; CSB; CSP-Conlutas e Pública, somaram-se à luta e o movimento criou a Jornada Nacional de Lutas, com um calendário de mobilizações para denunciar os ataques ao serviço público, por meio de propostas nocivas, como a PEC 241 (que congela gastos públicos por 20 anos e reduz recursos para servidores e as áreas de Saúde, Educação, entre outras), o PLP 257 (que ataca estruturalmente os trabalhadores e o serviço público, com redução, entre outras coisas, de despesas com pessoal) e o PLS 559(que pode extinguir o serviço público no Brasil).
“Realizamos diversos atos na Câmara, Senado, nos estados, numa campanha intensa contra o retrocesso de direitos promovidos por estas propostas em tramitação. A CTB atua incansavelmente para barrar esses projetos nefastos que visam acabar com o funcionalismo público no Brasil. Nossa central seguirá firme na luta em defesa da classe trabalhadora e do País”, declarou João Paulo Ribeiro (JP), Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da entidade.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Fátima: regra Temer-Meireles matará o presente e o futuro da educação brasileira

A senadora Fátima Bezerra reiterou, nessa terça-feira (14), no plenário do Senado, o alerta que vem sendo feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) sobre os riscos que corre a educação brasileira com as medidas que estão sendo implantadas pelo governo provisório de Michel Temer – medidas pautadas no programa “Uma Ponte para o Futuro”, que ameaça concretamente o direito à educação pública e às conquistas dos trabalhadores em educação, na última década.

Entre as propostas destacadas pela entidade estão a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a desvinculação orçamentária dos gastos sociais. Apesar de a proposta aprovada na Câmara ter retirado da medida os recursos com educação, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já informou que incluirá os gastos com o setor. Ela destacou ainda a iniciativa, já anunciada, de se limitar o reajuste dos gastos sociais à inflação do ano anterior e cortes na política de acesso à universidade e à educação profissional e tecnológica.

“É meu papel como professora que sou, hoje ocupando a cadeira de Senadora da República, chamar a atenção dos meus colegas professores, dos estudantes e da sociedade brasileira. (…) Não se trata de precipitação, trata-se de compromisso, trata-se de realismo, nós temos que lutar incansavelmente para rejeitar propostas desse tipo, porque se isso vierem a se concretizar, significa, na verdade, matar o presente e o futuro da educação”, afirmou Fátima.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Não queremos presidente biônico. Queremos diretas já!

Foto Jornal de Caruaru
Publicado em Terça, 06 Setembro 2016 19:13
Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP - Sindicato Professores do Ensino Oficial de São Paulo

O povo brasileiro vem expressando nas ruas sua indignação contra o golpe que cassou o mandato da legítima presidenta do Brasil, Dilma Rousseff. Não aceitamos o presidente biônico Michel Temer e queremos decidir em eleições diretas quem deve governar o nosso País.

Por isso, em que pese a mídia tradicional ter tentado esconder a manifestação contra o golpe e pela democracia realizada no domingo, 4 de setembro, em várias cidades brasileiras, milhares foram às ruas para demonstrar sua indignação com o que vem ocorrendo e para defender os direitos e conquistas ameaçados.

Em São Paulo, 100 mil pessoas percorreram de forma pacífica um longo percurso desde a avenida Paulista, passando pela avenida Rebouças e chegando ao Largo da Batata, em Pinheiros. Ali, quando já se dispersavam, manifestantes foram violentamente atacados pela tropa de choque da Polícia Militar comandada pelo governador Geraldo Alckmin.

A justificativa utilizada pela PM, de que teria havido um princípio de tumulto na estação Faria Lima do Metrô, não explica tamanha selvageria na repressão (inclusive com arremesso de bombas dentro da estação, onde havia idosos e crianças, bem como em bares da região). Cabe às forças de segurança isolar e controlar eventuais ações de provocadores, sem colocar em risco centenas de outras pessoas que não participam de tais ações. Ao agir da forma como agiu a PM demonstra incompetência e despreparo para lidar com esse tipo de situação ou, como é mais provável, tem ordens superiores para semear a insegurança entre os manifestantes.

A Constituição Federal assegura o direito à livre manifestação. O movimento social, bem como o movimento sindical, e a APEOESP faz parte desta tradição, manifesta-se pacificamente nas ruas por suas pautas de reivindicações e continuará a fazê-lo.

A democracia vem sendo pisoteada no nosso País com o objetivo de tentar nos impedir de lutar contra a unificação da idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, do setor público e privado, em 65 anos; contra o fim da aposentadoria especial de professores e outras profissões penosas e de risco; contra o aumento da alíquota de contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%; contra o fim do piso salarial profissional nacional do magistério; contra a redução das verbas para a educação, saúde e demais áreas sociais; e contra tantos outros ataques que vem sendo realizados pelo governo biônico de Michel Temer. Além de tudo, lutamos por reajuste salarial que reponha nossas perdas do último período.

Não nos intimidamos. Não aceitamos a política de reajuste zero do governo de São Paulo. No dia 22 de setembro os professores estarão na avenida Paulista para realizar uma grande assembleia estadual. No dia 26/8 fomos 30 mil; no dia 22/9 seremos muitos mais!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O golpe à pátria e ao continente latino-americano

Publicado em Terça, 06 Setembro 2016 19:09
Neste 7 de setembro, quando se comemora a independência do Brasil, desgraçadamente, vivemos novamente tempos de dominação do povo pelas elites que secularmente controlam os destinos da política e da riqueza nacional.
Todavia, o impeachment da presidenta Dilma, sem crime de responsabilidade, abriu precedente não apenas na democracia do Brasil, mas em toda América Latina.
A consolidação do golpe no Brasil - tática usurpadora de poder iniciada em países menos estratégicos como Honduras e Paraguai - tornou o sistema presidencialista refém das raposas dos parlamentos da Região - empresários, financistas e agentes do agronegócio.
A partir da nefasta experiência brasileira, será possível retirar do poder qualquer presidente eleito, democraticamente, que se negar a atender os interesses das classes dominantes e da mídia.
Para a vida concreta dos/as brasileiros/as e para o futuro do país, que vivenciou um forte processo de inclusão social nos últimos 13 anos, o golpe trará enormes prejuízos.
estão tramitando no Congresso propostas de alteração na Constituição e em leis visando suspender por 20 anos qualquer novo investimento na educação e demais políticas públicas. Também se pretende congelar vencimentos de servidores e suspender concursos públicos; congelar o valor real do salário mínimo, desvinculando sua remuneração das aposentadorias e pensões do INSS; aumentar a idade para aposentadoria - igualando as condições entre homens e mulheres - restringindo seu acesso inclusive para o magistério da educação básica.
lema do golpe é Estado Mínimo, num significado ainda mais profundo que o vivido na década de 1990. Dessa vez querem entregar a totalidade de nossa riqueza nacional - o que restou das privatizações de FHC! Querem entregar o pré-sal e a Petrobras, os bancos públicos (BB e CEF) e as empresas de energia.
Conforme destacado em momentos anteriores, os/as trabalhadores/as em educação não se curvarão a essa agenda entreguista e reacionária. Vamos atuar na conscientização de nossa base sindical e em colaboração com outros trabalhadores. Essa é a hora da união, e vamos reforçar nossa mobilização em defesa da democracia, contra o assalto às riquezas nacionais e contra os ataques a direitos da sociedade e dos trabalhadores.

Nenhum direito a menos!

Pela restauração da democracia no país!

Fora Temer!

Fonte: CNTE

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Rumo à Greve Geral - 22 de setembro de 2016: Dia Nacional de Paralisação

Rumo à Greve Geral!


Rede Estadual: CUIDADO COM O GOLPE DA URV. TEM GENTE SE PASSANDO POR ADVOGADO E TENTANDO ENGANAR PROFESSORES

alerta-golpe


Alguns professores tem ligado para a APLB-Sindicato informando terem recebido telefonemas de pessoas que se identificam como advogados, que afirmam que os valores da URV já estão depositados em conta bancária e que os professores devem comparecer em alguma agência e, no caixa eletrônico, digitar os dados da conta e senha para transferência de valores para outra conta desconhecida.

Avisamos que se trata de GOLPE! Ainda não existe nenhuma informação sobre pagamento. 

A APLB vai manter a categoria totalmente informada sobre o trâmite que continua seguindo o curso normal.

CUIDADO!

Não forneça seus dados de conta e nem senha para ninguém que ligue falando sobre a URV.
Em caso de dúvida procure o seu sindicato.
Diretoria do Departamento Jurídico da APLB-Sindicato

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Em Salvador, movimentos sociais e centrais sindicais ocupam as ruas contra o golpe



Trabalhadores, estudantes e militantes do movimento de diversas áreas realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (29/8), em Salvador, para protestar contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que está em sua fase final no Senado Federal. Com faixas, cartazes e bandeiras, eles paralisaram os carros na avenida ACM, em frente a um dos shoppings mais movimentados da cidade, para mostrar à população o que está em jogo com o golpe.

Convocado pela Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo e as centrais sindicais, o ato teve início com a transmissão do discurso da presidente no Senado, onde ela falou dos reais motivos que levaram à instalação do processo de impeachment e dos interesses por trás do seu afastamento definitivo, com a instalação do governo usurpador de Michel Temer.

“Hoje a gente vive uma passagem histórica do nosso país, com o julgamento no Senado Federal da presidenta legitimamente eleita. Este julgamento é uma grande farsa, na medida em que não houve fundamento para crime de responsabilidade e sim, um terceiro turno, uma eleição indireta, um golpe parlamentar para tirar a presidente eleita pelo povo”, ressaltou ao microfone, o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

O dirigente cetebista informou também sobre as manifestações que ocorriam em todo o país para alertar o povo mais uma vez sobre o golpe contra a democracia e o Estado democrático de direito.

Várias lideranças se revezaram ao microfone durante todo o ato, todas enfatizando a necessidade do povo se integrar às mobilizações contra o golpe e a disposição do movimento social de continuar nas ruas, independentemente do resultado do julgamento no Senado.

O coordenador da seção baiana da Frente Povo Sem Medo, Walter Takemoto, lembrou também da importância da manifestação.  “A realização deste ato significa uma demonstração de que o povo não vai aceitar nenhum o governo ilegítimo do Temer e muito menos as medidas que ele vem anunciando e que vão aprofundar a exclusão e a miséria de grande parcela do povo brasileiro. Nós estamos nas ruas, porque não aceitamos o golpe e queremos que respeitem a decisão popular que elegeu a presidente Dilma. Por isso, independentemente de qualquer decisão do Senado, nós vamos continuar nas ruas, porque nós queremos a ampliação dos direitos em nosso país”, disse. 

Fonte: CTB-BA

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Salvador terá ato contra o golpe na próxima segunda-feira (29)

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Resistir ao golpe e defender os direitos. Estas são as bandeiras que a CTB levará para as ruas na próxima segunda-feira, 29 de agosto, quando acontece mais uma manifestação em defesa da democracia e contra a retirada de direitos orquestrada pelo governo de Michel Temer. Em Salvador, o ato está marcado para às 9h, em frente ao Shopping da Bahia – antigo Iguatemi, na avenida Tancredo Neves.

Convocado pelas seções baianas da Frente Brasil Popular (FBP) e da Frente Povo Sem Medo (FPSM), o ato tem o objetivo de chamar a atenção da população para o que está em jogo com a aprovação do impeachment e o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff.

A CTB Bahia está convocando todos os sindicatos e dirigentes classistas para participar do evento. “Esta será mais uma oportunidade de dialogarmos com a população sobre o que está acontecendo em Brasília e as consequências do golpe para os trabalhadores e a população mais pobre. Temos que mostrar os projetos que estão sendo defendidos por Temer e seus ministros golpistas com o apoio dos empresários e da grande mídia. Eles querem retirar direitos, cortar investimentos em educação e saúde, além de acabar com os programas sociais”, alertou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

O ato acontece durante a apreciação final do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, marcado para começar nesta quinta-feira (25) e que deverá se estender até o próximo dia 31 de agosto. Na segunda-feira, a presidente Dilma estará no Senado para se responder as acusações de crime de responsabilidade e defender o seu mandato conquistado nas urnas. 

Fonte: Portal CTB

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Corte na Educação e Saúde

Meirelles defende aprovação até o fim do ano da PEC do limite de gastos públicos

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, espera que a proposta de emenda à Constituição do teto de gastos (PEC 241/16) esteja aprovada pelo Congresso Nacional ainda este ano.

Saúde e educação
Tanto Henrique Meirelles quanto o relator na comissão, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), defenderam a mudança constitucional sobre o dinheiro destinado pela União para saúde e educação.

Pela proposta do governo, os gastos com saúde e educação passam também a ser corrigidos pelas novas regras. Hoje, ambas as rubricas estão atreladas a percentuais da receita. Em 2017, o limite de gastos será a despesa primária federal de 2016, incluindo os restos a pagar, reajustada pelo IPCA de 2016. A partir de 2018, será usado o teto do ano anterior acrescido da inflação.

“Este ano será o menor piso de toda a história, R$ 84 bilhões. Então, precisa ser mudado, sai da Receita Corrente Líquida e vai para o IPCA, só que o setor não perderá dinheiro”, afirmou Perondi.

De acordo com Meirelles, o modelo atual - que usa a Receita Corrente Líquida (RCL) para definir o percentual a ser repassado - é muito prejudicial em tempos de crise. “Quando a economia cai, as receitas líquidas do governo também caem e, em consequência, cai também o limite mínimo do governo para educação e saúde.” Mesmo em tempos de crescimento econômico, segundo ele, podem gerar gastos com pouca eficiência.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Diretoria da CNTE participa de ato contra o PLP 257, a PEC 241 e o PLP 4567 na Câmara

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Membros da diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) se uniram à entidades como a CUT, FUP (Federação Única dos Petroleiros) e Sinpro/DF para participarem, nesta terça-feira (23) de uma mobilização, na Câmara dos Deputados, contra a aprovação dos destaques ao projeto PLP 257/16, que trata da renegociação das dívidas dos estados com a União e que tem como contrapartida cortar investimentos do serviço público.
O texto-base foi aprovado no último dia 10 de agosto. No entanto, faltam votar três destaques, entre eles o que exclui do limite do IPCA as despesas com saúde, educação e segurança pública.
A Câmara adiou a conclusão da votação do projeto de lei, na madrugada desta quarta-feira (24), por falta de quórum.
“Estamos acompanhando mais uma vez essa votação na Câmara e vamos continuar lutando para que esse dispositivo do projeto que precariza o serviço público e a educação não seja aprovado. Além disso, também estamos aqui contra a PEC 241 e contra o PL 4567, medidas, que se aprovadas, trarão um retrocesso muito grande às conquistas dos trabalhadores, ressaltou a Secretária Geral da CNTE, Marta Vanelli.
Além da secretária geral da CNTE, estiveram presentes no ato a Secretária de Organização, Marilda de Abreu Araújo e a Secretária de Assuntos Municipais, Selene Michielin.

Fonte: CNTE

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

CNTE discute saúde do professor e o impacto na educação

“Como prevenir ou tratar problemas de saúde dos professores é uma discussão que vem ocorrendo em diferentes níveis, pois sabemos que o profissional doente atinge diretamente a qualidade da educação, pois os sintomas acabam afastando os professores da sala de aula," afirmou Francisca.



Aconteceu nesta terça-feira (2/8), em Brasília, o Seminário Nacional de Saúde do Trabalhador em Educação, realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

O objetivo do evento é conhecer a realidade dos profissionais de educação nos seus estados para que sejam elaboradas políticas de prevenção de doenças que atingem esses profissionais.

A Secretária de Saúde da CNTE, Francisca Pereira Seixas, destacou que é necessário que os trabalhadores se submeterem a exames médicos periódicos, para que seja possível o acompanhamento e a reversão do quadro atual de precarização do trabalho que afeta diretamente a saúde desses trabalhadores.

“Como prevenir ou tratar problemas de saúde dos professores é uma discussão que vem ocorrendo em diferentes níveis, pois sabemos que o profissional doente atinge diretamente a qualidade da educação, pois os sintomas acabam afastando os professores da sala de aula, afirmou Francisca.
O evento iniciou com a mesa de debate sobre a saúde do trabalhador em educação, ministrada pela doutora em Políticas Públicas e Formação Humana, Leda Nabuco de Gouvêa.

De acordo com Gouvêa, entre as doenças que atingem os educadores estão as provocadas pelo pó de giz, pelo ruído em sala de aula e jornadas excessiva de trabalho, que causam problemas de alergia, coluna, varizes, dores musculares, entre outras.

“A compreensão da saúde dos trabalhadores em educação tem que ser ampla, não focada em uma categoria e a CNTE tem essa preocupação, pois a saúde desses profissionais não está desvinculada de melhores condições de trabalho e salários”, ressaltou a professora.

WhatsApp Image 2016 08 02 at 14.39.40No período da tarde, a doutora em Políticas Públicas e Gestão da Educação Básica e membro do Comitê Editorial da Revista Retratos da Escola, da CNTE, Juçara Dutra, apresentou a proposta de protocolo de pesquisa sobre a saúde dos trabalhadores em educação.

"Temos que detectar os elementos e situações que, pela própria importância, ou pela combinação com outros fatores, incidem sobre a qualidade de seu trabalho e, consequentemente, sobre a própria qualidade da educação púbica."

No encerramento do Seminário, os sindicatos apresentaram o trabalho que desenvolvem na área da saúde em suas regiões, trocando experiências e práticas.

Para Manoel Alves Filho, do Sinpro DF, o adoecimento dos profissionais é consequência da precarização do trabalho. “Nós realizamos um trabalho com um grupo de psicólogos que tem como objetivo melhorar as condições relacionais no local de trabalho. Entendemos que o trabalhador precisa ser fortalecido para não perder a sua identidade profissional

Confira mais fotos do evento na página da CNTE no Facebook.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Apresentação de “Carta Negra” encerra Seminário



SEMINÁRIO NACIONAL DE COMBATE AO RACISMO

JÁ FALEI 10.639 VEZES QUE O RACISMO É CRIME!

CARTA NEGRA


O Seminário de Combate ao Racismo da CNTE foi encerrado, no sábado (4), com uma plenária na qual foi apresentada a “Carta Negra”. O documento que foi aprovado pelos trabalhadores e trabalhadoras em educação, presentes no evento, afirma que eles irão permanecer em marcha pelo bem viver, pela democracia, pela igualdade racial, pela vida da juventude negra, pelo estado laico, pela liberdade religiosa, por uma educação antirracista, antissexista, antiLGBTfóbica, antimachista e pela superação das desigualdades.
Também foram realizadas oficinas simultâneas, para apresentar estratégias e ferramentas de combate ao racismo por meio da educação. Entre os temas estavam “Comunicação e expressão/diálogo antirracista: como fazer?”; “Literatura: contar e cantar histórias pra vencer o racismo”; “Da menina bonita do laço de fita às Tranças de Bintou” e “Instrumentos Musicais: uma nova leitura pra combater os preconceitos na escola”.
Para o professor em Educação de Jovens e Adultos da Rede Municipal de Ensino de Goiânia, Delmo da Silva, que ministrou a Oficina sobre instrumentos musicais, “usar a música como uma forma de liberdade de expressão e como uma visão de mundo é uma ótima ferramenta de combate ao racismo, dentro das escolas”.

“Eu acredito que a arte é a salvação de tudo e usar a música e a contagem de histórias como recursos no ambiente escolar é fundamental para mexer com a cabeça dos alunos e fazer com eles revejam seus próprios conceitos, ressaltou a professora pós-graduada em Arte, Madu Costa, que foi palestrante da oficina “Literatura: contar e cantar histórias para vencer o racismo.

A minuta com as sugestões apresentadas foi lida e aprovada pelos participantes. Agora o documento final será encaminhado à CNTE.




segunda-feira, 30 de maio de 2016

CNTE se reúne com entidades sindicais de servidores públicos por garantias de direitos

Plenaria
A Confederação dos Trabalhadores em Educação (CNTE) participou nesta quinta-feira (19) de reunião com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), dirigentes de entidades sindicais representativas dos/as servidores/as do serviço público e de empresas estatais.

O encontro teve o objetivo de avaliar os impactos das medidas do governo interino de Michel Temer no serviço público e nas empresas estatais, além de debater e traçar ações articuladas e estratégicas para reagir e enfrentar às ameaças em curso aos direitos trabalhistas.

Pontos como a ampliação da idade mínima para a aposentadoria, a desvinculação do piso da aposentadoria do salário mínimo, a terceirização e a prevalência de convenções coletivas sobre as normais legais foram tópicos de atenção dos impactos aos direitos trabalhistas. Já a educação e o Sistema Único de Saúde (SUS) estão entre as áreas que sofrerão com mudanças nos programas sociais.

Estas propostas foram corroboradas pelo Ministro da Fazenda, do governo interino de Michel Temer, Henrique Meirelles que disse em entrevista ao SBT, que em países com perspectiva de vida mais longa, a idade mínima para aposentadoria chega a ser de 67 anos. "Mas 65 anos normalmente é a norma para a qual estão caminhando a maioria dos países. Aparentemente é a norma para o Brasil, também". E a mesma regra pode valer para homens e mulheres.

Meirelles também questionou o conceito de direito adquirido e defendeu que a reforma inclua os trabalhadores atuais que ainda não contribuíram por 35 anos.

De acordo com a Secretária Geral da CNTE, Marta Vanelli, a Confederação está alerta com relação às mudanças propostas pelo novo governo, e no que se refere à reforma da previdência, se mantém opondo-se ao aumento da idade para aposentadoria, a mesma idade para homens e mulheres e que se mantenha a aposentadoria especial.

Para a CNTE, as medidas anunciadas pelo governo são um retrocesso, pois retira direitos já adquiridos pelos trabalhadores de todo o país.

Entre as ações propostas na reunião, estão a convocação de uma greve geral, ainda sem data definida, e uma grande “Marcha Nacional dos Servidores Públicos” que ocorrerá de 10 a 15 de julho.

A Secretária ressaltou, ainda, que o objetivo é unir toda a classe trabalhadora em ações articuladas, em todos os estados, em defesa de seus direitos e dizer não ao PLP 257 e não a reforma da previdência.

Fonte: CNTE
Leia Nota Pública sobre o PLP nº 257/16 divulgada pela CNTE

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Congelamento de salários e ampliação da terceirização


ze goncalves pl257No esteio dessas ameaças estão diversos Projetos de Lei que tramitam de forma silenciosa pela Câmara dos Federal. E um deles, combatido ferrenhamente pela CTB, é o PLP 257/2016, que visa refinanciar a dívida pública de estados e municípios.
A proposta polêmica contém medidas que, se aprovadas, terão efeito devastador sobre o funcionalismo público, atingindo servidores de todas as esferas de poder, como revela José Gonçalves, secretário adjunto nacional da Secretaria de Serviços Públicos e do Trabalhador Público da CTB e presidente da CTB Paraíba. “A aprovação do PLP 257 representa o fim de concursos públicos, congelamento de salários, ampliação da terceirização e precarização dos serviços, entre outras consequências”.
De acordo com Gonçalves, a medida vai justamente de encontro dos interesses de governadores e prefeitos, que usam a crise como alegação para o congelamento de salários. “Se já temos dificuldades para negociar reajustes e aumentos, imagine com a aprovação desse PL. Vão jogar nas costas da classe trabalhadora em serviços públicos a conta dessa crise econômica”, afirmou Gonçalves.
Além dos prejuízos citados pelo dirigente, o PLP promove o desmonte dos serviços públicos, e altera 38 itens da Lei de Responsabilidade Fiscal em prejuízo dos entes federativos, mediante a redução do limite prudencial. Na opinião dos sindicalistas, é claramente, uma proposta nefasta de privatização do Estado brasileiro, em favor dos grupos financeiros especuladores.
O projeto também dispõe sobre a reforma da Previdência Social com a retirada de direitos, a demissão voluntária de servidores e o fim da regra de valorização do salário mínimo.
Para Gonçalves, as forças conservadoras aguardam ansiosamente para colocar medidas retrogradas e neoliberais em prática. “O PL vai favorecer aos governos que priorizam a terceirização à realização de concursos públicos, já que eles preferem os funcionários contratados por que não respeitam direitos como 13º salário, 1/3 de férias, insalubridade, periculosidade, adicional noturno, além de pagar salários inferiores aos dos servidores do quadro efetivo. Há realmente esse acerto entre os governos prejudicando os trabalhadores do serviço público

terça-feira, 10 de maio de 2016

Lei inclui dança e teatro entre as disciplinas obrigatórias da educação básica

Escolas terão cinco anos para se adequar à nova legislação
As artes visuais, a dança, a música e o teatro são agora disciplinas obrigatórias da educação básica (da educação infantil ao ensino médio). A Lei 13.278/16, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, foi publicada no Diário Oficial na terça-feira passada (3).
A nova lei é fruto de um projeto do Senado aprovado pela Câmara em agosto do ano passado.
O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – 9.394/96), que atualmente prevê a obrigatoriedade somente do ensino da música entre os conteúdos relacionados à área artística.
Chico D’Ângelo
Chico d’Angelo: a cultura tem a potencialidade de formar cidadãos plenos.
Para o recém-eleito presidente da Comissão de Cultura, deputado Chico d’Angelo (PT-RJ), a ampliação das artes na grade curricular ajuda a preparar novos cidadãos para o futuro, com visão de mundo mais ampla. “A cultura tem a potencialidade de formar cidadãos plenos, que pensem as questões objetivas da vida e as questões emocionais.” Segundo ele, o texto pode ensinar à criança que a cultura faz parte da formação do indivíduo.
A lei determina que as escolas têm cinco anos para se adequar à ampliação das atividades culturais como disciplinas obrigatórias na educação básica.


ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Natalia Doederlein

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Relator amplia debates sobre proposta de Lei de Responsabilidade Educacional

09/05/2016 - 10h07

Comissão faz última audiência sobre Lei de Responsabilidade Educacional

Votação do relatório deve ocorrer na segunda quinzena deste mês
A comissão especial que analisa o projeto da Lei de Responsabilidade Educacional (PL 7420/06) ouve, nesta quarta-feira (11), representantes de secretários de educação e de prefeitos. A audiência está marcada para as 14h30, no plenário 8.
DEP BACELAR
Bacelar: "Apesar de a educação ser prioridade no discurso, na prática isso não se efetiva."
A proposta, em análise na comissão, responsabiliza, com penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92), o gestor público que permitir, injustificadamente, o retrocesso da qualidade da educação básica nos estados, municípios e Distrito Federal. As penalidades incluem perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratações.

Essa responsabilização dos gestores tem causado polêmica. “Todos os 21 fatores de qualidade que estão no relatório não são novidade para ninguém e já estão previstos no PNE”, afirma o relator, deputado Bacelar (PTN-BA). “Hoje, ninguém é responsabilizado pelos péssimos índices apresentados. A culpa é sempre terceirizada e isso não pode acontecer. É inadmissível que uma criança chegue ao quinto ano, analfabeta, e ninguém responda por isso” criticou.

O parecer de Bacelar já foi discutido pela comissão especial na semana passada. Antes da votação do relatório, no entanto, os parlamentares concordaram em discutir o assunto mais uma vez.

Foram convidados para participar desse último debate representantes da Confederação Nacional de Municípios (CNM), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP); da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Unidime); da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase/MEC) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

Responsabilidade Educacional
A chamada Lei de Responsabilidade Educacional reúne 20 propostas (o projeto principal 7420/06, de autoria da ex-deputada Professora Raquel Teixeira, e outras 19 propostas sobre o mesmo assunto que tramitam apensadas).

A aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional é uma das exigências do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, e já deveria estar em vigor.

Se for aprovada na comissão especial, a proposta seguirá para análise pelo Plenário da Câmara. Depois, deverá ser votada pelo Senado.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Da Redação - ND
O relator do projeto de Lei de Responsabilidade Educacional (PL 7420/06), deputado Bacelar (PTN-BA), e integrantes da comissão especial que analisa a matéria se reuniram nesta quarta-feira (4) para discutir o relatório final e tentar chegar a um consenso sobre o assunto. O texto, apresentado por Bacelar na semana passada, define os padrões necessários para um ensino de qualidade, assegura o financiamento da educação básica e penaliza os gestores públicos que apresentarem retrocesso nos índices educacionais.
A proposta cumpre o disposto na Estratégia 20.11 da Meta 20 do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado pela Lei nº 13.005/2014, que obriga o Estado brasileiro a aprovar uma Lei de Responsabilidade Educacional, assegurando padrão de qualidade no ensino básico, a ser aferido por institutos oficiais de avaliação.
“Esta é uma lei complexa que precisa ser amplamente discutida. Fiz o texto ouvindo o Ministério da Educação, sociedade civil, acadêmicos e entidades da área, e agora precisamos entrar em um acordo com os membros da comissão, mas acredito que demos um passo importante e logo colocaremos o texto em votação. O assunto não pode ser prorrogado; se não colocarmos o PNE em prática, ele não será executado e a situação caótica da educação continuará” completou.
Responsabilização
Uma das polêmicas gira em torno da responsabilização dos gestores. Bacelar considerou que a piora dos índices de qualidade da educação caracteriza ato de improbidade administrativa de prefeitos e governadores. As penalidades incluem perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratações.
“Todos os 21 fatores de qualidade que estão no relatório não são novidade para ninguém e já estão previstos no PNE. A Lei de Responsabilidade Educacional servirá como base e dará condições para que os gestores cumpram suas obrigações com a educação brasileira. Hoje, ninguém é responsabilizado pelos péssimos índices apresentados. A culpa é sempre terceirizada e isso não pode acontecer. É inadmissível que uma criança chegue ao quinto ano analfabeta e ninguém responda por isso” disse o relator.
Antes da votação, os parlamentares concordaram em debater o assunto, mais uma vez, com o Conselho dos Secretários de Educação, a União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação e o Ministério da Educação. A previsão é de que o relatório seja apreciado na segunda quinzena deste mês.


ÍNTEGRA DA PROPOSTA: